Close Menu
Bahia Sim Noticias
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Ultimas Noticias:
    • Destaque do São João em 2026, Rey Vaqueiro teve aumento de 76,7% no cachê; artista fará 19 shows na Bahia
    • Repórter da Globo Minas é surpreendida com pedido de casamento durante ao vivo
    • SP descarta segundo caso suspeito de ebola
    • MP-BA amplia fiscalização no transporte aquaviário e já mapeia irregularidades em terminais e embarcações na Bahia
    • O sonho americano: Estados Unidos atropela Paraguai no primeiro tempo e vence na estreia da Copa
    • BN na Copa: Entenda o protesto por trás do lance que pareceu “piada” em Brasil x Zaire na Copa de 74
    • STF nega recurso da Bahia e mantém reintegração de PM demitido por usar arma da corporação como garantia de empréstimo
    • VÍDEO: Torcedores brasileiros fazem festa na Times Square antes da estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026
    o Facebook X (Twitter) Instagram
    Bahia Sim NoticiasBahia Sim Noticias
    • Home
    • Brasil
    • Mundo
    • Esportes
    • Policia
    • Cidades
    • Politica
    • Economia
    • Saude
    • + Ver Mais
      • Educação
      • Musica
      • Tecnologia
    Bahia Sim Noticias
    Home»Economia»Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo
    Economia

    Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

    Guilherme Jeronymo - Reporter da Agencia BrasilFonte: Guilherme Jeronymo - Reporter da Agencia Brasil5 de junho de 2026Nenhum comentário
    o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Whatsapp Reddit Tumblr E-mail
    desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-24,7%,-aponta-estudo
    Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo
    Compartilhe:
    o Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.

    O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país. 

    Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.  

    Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.

    O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

    “O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

    A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

    Renda e trabalho formal

    A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

    A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

    As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

    Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

    “Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

    Políticas públicas além das cotas

    Segundo o estudo, embora sejam importantes para a redução das desigualdades, as cotas raciais não são suficientes para resolver os problemas no ritmo que essas populações precisam. 

    Para Shirley, o estudo evidencia que políticas estruturantes são fundamentais, focadas em garantir permanência, mobilidade social, proteção social e acesso a posições de decisão e liderança.

    Segundo a pesquisadora, entre as experiências que apresentam resultados positivos estão: 

    • Políticas de cotas raciais e sociais no ensino superior e concursos públicos;
    • Programas de permanência estudantil; 
    • Ampliação do acesso à creche e políticas de cuidado; 
    • Programas de qualificação profissional voltados à juventude negra;
    • Metas de diversidade e inclusão no setor privado; 
    • Fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais; 
    • Políticas territoriais para periferias urbanas; 
    • Incentivos à formalização do trabalho e 
    • Programas de transferência de renda articulados à inclusão produtiva

    Políticas públicas de reparação e mecanismos de financiamento voltados para melhoria desse tipo de ação também são caminhos importantes, segundo a coordenadora. 

    “O enfrentamento das desigualdades raciais exige investimento público, compromisso institucional e participação social. Uma transição justa — seja no mercado de trabalho, na educação ou na agenda climática — só será efetiva se enfrentar as desigualdades estruturais que organizam a sociedade brasileira”, reflete Shirley Santos.

    Compartilhe: o Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Telegrama E-mail
    Guilherme Jeronymo - Reporter da Agencia Brasil

    Noticias Relacionadas

    Transnordestina já tem mais de 100 quilômetros de malha concluídos

    12 de junho de 2026

    Governo vai defender retomada de obras da Transnordestina junto ao TCU

    12 de junho de 2026

    Em três meses, ANP fez 21 autuações por preço abusivo de combustível

    12 de junho de 2026

    Comentários estão fechados.

    Cursos Online é Cursos 24 Horas

    • Anuncie em nosso portal
    • WhatsApp : (00)-00000-0000
    • Celular : (00)-00000-0000

    Quem Somos

    Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

    Em caso de duvidas fale conosco.

    Email : seuemail@hotmail.com
    WhatsApp: (00)-12345-6789

    Facebook Twitter Youtube Instagram

    As Mais Vistas

    Fogo Cruzado: Seis em cada dez tiroteios registrados em maio ocorreram durante ações policiais

    11 de junho de 2026

    Governo avalia aumento de contratação pelo MEI com o fim da 6×1

    29 de maio de 2026

    Imóvel desaba e criança de 9 anos fica soterrada em Pirajá

    6 de junho de 2026

    Mais Populares

    Ivete Sangalo deixa hotel no Rio de Janeiro acompanhada de suposto affair

    1 de junho de 2026

    BN na Copa: Entenda o protesto por trás do lance que pareceu “piada” em Brasil x Zaire na Copa de 74

    13 de junho de 2026

    Jornalista interrompe transmissão ao vivo para tirar foto com Shakira antes da abertura da Copa de 2026

    11 de junho de 2026

    Portal Bahia Sim © 2026 Todos direitos reservados.

    • Home
    • Quem Somos
    • Contato
    • Home
    • Quem Somos
    • Contato
    Portal News Word © 2026 Todos direitos reservados

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.